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Arctic+Monkeys
Bandas, Especiais / jul. 01, 2012 / by Bruno Ritzel / 5 Comentários

A evolução do Arctic Monkeys

Quem aqui, no auge de sua adolescência, não pirava com os hits pegados dos Monkeys, com aquela bateria alucinante do Matt, com as letras adolescentes do Turner e a guitarreira mais pura do mundo?

Todos se identificam com isso, né. Pois bem, os macacos mudaram. E muito.

Vamos dar uma olhada nos primeiros sucessos da banda. Comecemos com uma do primeiro álbum e uma das minhas favoritas, I Bet That You Look Good On The Dancefloor.

I bet that you look good on the dancefloor
I don’t know if your looking for romance or…
I don’t know what ya looking for
I said I bet that you look good on the dancefloor
Dancing to electro-pop like a robot from 1984
From 1984!

Já dá pra ver o que eu falei no início. Notável que o ritmo da bateria que conduz o resto da banda, todo essa pegada rock de garagem ~teenager. E a letra, hein?

OK, a gente ama o Turner e hoje ele é um dos melhores compositores da atualidade, mas a letra dessa música em si é meio pobre (comparada a outras).

Um ano depois o som da banda já muda um pouco, temos a mesma ~musicalidade~ mas letras com um pouquinho mais de profundidade, onde tem diversos dramas adolescentes envolvidos (drogas, pé na bunda, e mais uns aí), como vemos em Fluorescent Adolescent.

You used to get it in your fishnets
Now you only get it in your night dress
Discarded all the naughty nights for niceness
Landed in a very common crisis
Everything’s in order in a black hole
Nothing seems as pretty as the past though
That Bloody Mary’s lacking her Tabasco
Remember when you used to be a rascal?

Oh that boy’s a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren’t as daft as they seemed
Not as daft as they seemed
My love when you dreamed them up…

Aí, enquanto os Monkeys preparavam seu novo disco, nosso querido Alex resolveu tocar um trabalho paralelo, juntamente com Miles Kane, que na época era vocalista do The Rascals, eles formaram o The Last Shadow Puppets. Nesse projeto se revelou uma faceta, até então, desconhecida do Turner, temos, por muitas vezes,letras mais sombrias, menos adolescente, como vemos em The Age Of The Understatement.

And my fingers scratch at my hair
Before my mind can get too reckless
The idea of seeing you here
Is enough to make the sweat grow cold

A letra já mudou pacas, o som em si nem se fala. Pois bem, Turner revelou que gosta de ser roqueiro e sombrio nessa parceria com Miles, e levou isso diretamente pro disco Humbug, o terceiro dos macacos.A clara mudança já é percebida na faixa que abre os trabalhos. Ouça My Propeller. Fora que a banda deixou de se apoiar na bateria e na guitarra, temos uma maior ênfase na voz de Alex e um destaque maior pro baixo.

Detalhe importantíssimo, quem produziu o disco foi Josh Homme, do Queens Of Stone Age, dando uma cara mais rock pro disco.

It’s a necessary evil
No cause for emergency
Borrow the beak of a bald eagle
Oh, momentary synergy
Coax me out my, my love
Sink into tomorrow
Coax me out, my love
And have a spin of my propeller

Por fim, chegamos ao quarto disco, o Suck It And See é o trabalho mais recente da banda e tem (mais) uma mudança no som, tons dark deixados de lado para dar mais espaço ainda pra suave voz de Turner. Seria um retrocesso? As vezes me parece que esse disco teria que ter sido antes do Hambug, mas é só minha modesta opinião. Ouça The Hellcat Spangled Shalalala

And in a hellcat spangled cavern
When your judgement’s on the run
And you’re acting like a stranger
Cause you thought it looked like fun
Well did you ever get the feeling
Did you think she set the fall
Her steady hands may well have done the devil’s pedicure
What you waiting for?
To sing another fuckin’
Shalalala
Shalalala
Shalalala
Shalalala

Acho que é isso, né gente? Eu, particularmente, achei uma baita evolução, mostra realmente o amadurecimento de uma banda. E você aí, concorda, discorda? Deixa tua opinião nos comentários.

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Bruno Ritzel

Bruno Ritzel já escreveu 59 posts.


  • Thais

    adoooooro!

  • http://drinkandfreakout.tumblr.com Rafael

    ‘Suck It And See’ é um álbum incrível, mas ele seria bem melhor se desse espaço para algumas b-sides que foram desmerecidamente postas de lado. Quero dizer, R U Mine?, Evil Twin, são só alguns exemplos que canções ótimas que são bem melhores do que Reckless Serenade e All My Own Stunts, mas é só a minha opinião

  • http://@gabguaragna Gabrielle Guaragna

    Muitos dizem que Arctic Monkeys é uma banda que começou bem.

    E é verdade: Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not é um ótimo primeiro álbum. Uma forma sutil de dizer, entre vozes eufóricas e uma bateria simples — que de simples não tem nada, “se vocês gostaram disso, esperem o próximo”.

    Esperamos. A expectativa era alta, assim como a qualidade musical que nos foi apresentada em Favourite Worst Nightmare. Suas faixas mais longas, If You Where There, Beware e 505, contribuiram bastante pra essa notória evolução.

    Acontece que grande parte do público que nutria uma admiração inabalável pelos dois primeiros álbuns teve uma árdua aceitação ao Humbug. O que compreendo, mas não concordo. O terceiro álbum é, sem dúvidas, o mais bem elaborado e profundo dentre todos. Os macacos amadureceram e substituiram o comportamento adolescente por uma postura mais séria, digna de respeito. Não desmerecendo os anteriores, afinal sem subir os dois primeiros degraus eles não teriam chegado tão rápido no terceiro.

    Já Suck It And See, suponho que veio como o reflexo dessa mudança brusca de fases. Não digo um retrocesso, mas sim o álbum certo na hora errada. Me pergunto se o caminho da banda seria melhor compreendido caso ele tivesse vindo como uma ponte entre essa transição. Talvez, mas isso são apenas devaneios pessoais porque, apesar dos clichês repetitivos e da musicalidade mais leve, não posso deixar de afirmar que a produção mais recente deles é, no mínimo, interessante.

    Então, eu digo que Arctic Monkeys é uma banda que começou bem. E melhorou.

  • http://www.lizt.com.br brunoritzel

    Então, meu caso já é um pouquinho diferente. Meu favorito é o Humbug, pra mim nada supera esse disco, um dos melhores da última década.
    Não desgosto de nenhum trabalho deles, pelo contrário, sou até suspeito pra falar dos Monkeys.
    Todos contamos os dias pro Lolla, nos vemos por lá!

  • Cris Kellen

    Concordo totalmente.
    Logo que o “Suck it and See” foi lançado vi muita gente reclamando sobre eles já não serem mais os mesmos guris do “Whatever people say I am, that’s what I’m not”, na Zero Hora escorregaram na banana dizendo que eles tinham perdido a graça, enfim..
    Eu continuo achando “Favourite Worst Nightmare” o melhor álbum, mas acho que eles se redescobriram nesses últimos 2 anos, gostei pra caralho do “Suck it and See”, e a música que eles lançaram nessa última semana “R U Mine?” é sensacional.
    Que os fãs acompanhem essa evolução e cresçam também.

    Tô aqui contando os dias para o Lolla.

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