Já comentei sobre minha dificuldade de fazer resenhas de shows bons sem ser passional? Então…
NÃO DOU A MÍNIMA, CONTINUAREI DIZENDO PUTA QUE PARIU, QUE SHOW FODA.

Foto por Fernando Halal
Os quatro rapazes texanos vieram pra tocar o terror, no melhor sentido da palavra. Mesmo com alguns problemas técnicos no começo do show os caras mantiveram a calma e jogo de cintura para voltar com tudo, depois dos amplificadores ficarem de bem com a vida.
White Denim fez um show espetacular, sem exageros. As poucas (infelizmente) pessoas que lá estavam ficaram contagiadas com a técnica e feeling do som dos americanos, que tem referências de trocentos gêneros, o mais notório é o rock clássico e o progressivo, dando ares de Rush em muitas das canções e performances no palco.
Uma energia sensacional a cada som tocado e melodias que faziam todo mundo pirar no rock n roll foram as marcas do show. Era impossível não achar do caralho o que estava acontecendo em cima daquele palco. Muita gente deve ter revivido os bons momentos do prog ontem.
Dessa vez a apresentação não teve nada de intimista, como no show do Kyp Malone, que rolou algumas semanas atrás. Neste show o lance foi punk.
É incrível como a banda se sentiu em casa. Nunca tinha visto um show deles, não sei se sempre são assim, mas desfilavam pelo palco a todo momento, como se tivesse na varanda de casa fazendo um som, só que muito pilhados. O setlist mesclou canções dos diversos discos deles, é claro que, foram tocadas mais músicas do último trabalho, o alucinante “D”, com o selo Downtown Records.
COMENTÁRIO ALEATÓRIO DE JOJÔ LALÁ, RESIDENTE DO BECO: MEU DEUS, É O TELEVISION MISTURADO COM RUSH TOCANDO ALI, QUE COISA BONITA.
Tava tudo muito massa, tudo maravilhosamente afudê, o único problema – que já é recorrente – foi a falta de público. Tanto em São Paulo quanto em Porto Alegre, a procura por ingressos foi bem baixa. Acredito que tenha sido em função da falta de conhecimento da galera quanto ao som da banda. Certamente se mais pessoas tivessem ouvido os discos deles ao saber da apresentação em Porto Alegre, iriam achar justíssimo pagar os R$ 30,00 para assistir ao show e teriam uma experiência muito bacana, assim como eu tive.

Foto por Fernando Halal
Qual seria a solução para fazer as pessoas conhecerem mais as bandas que vem até Porto Alegre? A gente tenta fazer a nossa parte, com o Todo Dia uma Banda, redes sociais e etc, mas talvez o boca-a-boca de vocês, leitores, seja mais influente que qualquer mídia. Gostou do som? Apresente aos amigos, convença-o a apoiar a iniciativa das produtoras que investem em artistas não tão conhecidos mas que tem tanto ou mais talento que muito medalhão por aí. Isso só ajuda a crescer a cena e a trazer mais bandas para cá.
Desculpa o chorumito no final, mas é que fiquei #chatIado com isso, de verdade. O show era bom demais, a casa deveria estar transbordando gente.
Obs: As fotos foram feitas por Fernando Halal. Você pode visualizar mais algumas fotos do show no flickr dele aqui.
Ulysses Marins
Um cara que resolveu tornar o hobby de apresentar bandas para seus amigos mais próximos num blog. Profissional de tecnologia para se alimentar e, nas horas livres, escritor de histórias e posts que só eu leio. Para maiores besteiras, atendo no Twitter por @ulyssesmarins


