Como não devemos nada pra ninguém, aqui no Lizt você terá um overview sincero sobre o Meca Festival, que aconteceu sábado, 28 de janeiro, em Xangri-lá (RS). Sem bairrismo, jabá e derivados que vemos na maioria dos meios de comunicação atualmente.
Estrutura
A estrutura desse ano estava impecável! O evento aconteceu na Fazenda Pontal, lugar gigante e lindo próximo a praia de Xangri-lá. Além do lugar ser muito bacana, as condições climáticas ajudaram bastante, com sol mas sem aquele bafo infernal que sofremos em Porto Alegre, a galera conseguiu curtir os shows numa boa, sem ficar reclamado do calor e de quebra com uma leve brisa do mar que chegava por ali pra refrescar.
Banheiros, bares, estandes e lugares para descansar estavam muito bem decorados e funcionais, tudo na medida para aguentar a circulação do público. De lounges com camas à igreja para casar, de salão de beleza à troncos de árvore aconchegantes, o pessoal tinha bastante opção além dos shows. Pra não deixar de ser cri-cri, a única reclamação/sugestão nesse quesito é a alimentação, que não tinha quase nenhuma variedade, ou era empanado ou empanado. Pode melhorar nesse sentido!
Shows
Wannabe Jalva foi a banda responsável por abrir os trabalhos. Com a galera chegando ainda, fizeram um show bacana, porém sem contar muito com a empolgação do público, que estava se preservando para as atrações posteriores. No quesito instrumental a banda continua melhorando a cada show, com synths surpreendentes que não via nos outros shows dos caras (talvez passasse desaparecebido), porém, meus amigos, não está fácil achar um bom vocalista hoje em dia.
Logo após a banda do coelho frenético, Penguin Prison apareceu com seu som contagiante e um baixista BOM PRA caralho caramba, que chamava a atenção a cada música com sua destreza para o instrumento.
Quem curte um som mais pop, voltado para as grandes massas, deve ter curtido os sons do cara. Como crítico, não ouviria de maneira alguma, porém é de se considerar a banda e o vocal de Chris Glover, que é a cara do guitarrista do Coldplay, Jonny Buckland (créditos pra mim, eu que fiz essa montagem tosca aí embaixo).
Eis que quando já não havia mais sol, o ÁPICE do festival chegou. RAPTURE! Eu, particularmente, fui ao festival com o objetivo de vê-los. Só e somente. Atendendo a todas as expectativas, os caras fizeram um show MUITO afudê, todo mundo tocando muito, e Luke Jenner dando um espetáculo nos vocais e em sua guitarra barulhenta.
Toda hora interagindo com o público, fizeram a galera ir ao delírio nos hits dos caras. Ênfase na dobradinha de “Whoo! Alright-Yeah…Uh Huh” + “House of Jealous Lovers” que me fez ficar extasiado, com a boca e olhos bem abertos e coração batendo a mil, admirando aquela loucura toda. Cara, foi demais. Vídeos, por favor. Vieram com a responsabilidade de headliners e fizeram bonito. Nota 10 para a banda toda, foi um dos melhores shows que já fui.
A próxima atração foi o Armandinho Hipster (melhor definição de Mayer Hawthorne que eu ouvi, porém conservarei o autor). Não conhecia muito o trabalho do cara, mas parece que tem vários fãs por aqui, conseguia agitar a galera e falava bastante com todo mundo. Além das músicas, a banda curte fazer uns passinhos no palco, fazer uns UOUOO e etc. Enfim, pelo visto agradou quem estava lá para vê-lo.
Já estávamos no dia 29 quando a MUSA de muitos e muitas apareceu. LOVEFOXXX dominou tudo no palco, cantando/dançando loucamente e fazendo todo mundo sensualizar, cantou os sons do último álbum ‘La Liberación’ e os hits de álbuns anteriores. Destaque para “Let’s make love and listen to Death from Above” e “Alala” que foi uma tocação de terror sensacional. Baita show.
Obs: o novo baixista, substituto de Adriano Cintra, manda muito bem. Substitui a altura no instrumental, já nas composições acredito que não vai nem botar a mão, ao contrário do Cintra, que fazia tudo grande parte das canções.
Para fechar a conta, Breakbot e The Twelves botaram a galera pra dançar ao som de seus sets bombados nas pistas de todo o mundo, mandaram bem.
Visão Geral
Infinitamente melhor que o Meca 2011, estruturalmente falando, o evento tende a crescer e se concretizar como um dos grandes festivais do país. Talvez a produção possa investir um pouco mais em pesquisa e trazer atrações mais hypadas por aqui, o que não aconteceu este ano, mas aconteceu em 2011. Acredito que uma mescla das duas edições seria um evento perfeito.
A questão é: podem colocar em suas agendas e calendários a ida ao evento ano que vem, vale a pena a indiada.
Parabéns aos envolvidos.
Ulysses Marins
Um cara que resolveu tornar o hobby de apresentar bandas para seus amigos mais próximos num blog. Profissional de tecnologia para se alimentar e, nas horas livres, escritor de histórias e posts que só eu leio. Para maiores besteiras, atendo no Twitter por @ulyssesmarins





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