CARA, QUE FODA TUDO ISSO.
Ta aí um disco que não daria pra passar em branco, assim, sem review nem nada aqui no Lizt.
2012 tem sido um ano maravilhoso para os amantes da música, do rock, do eletro e dos milhares de gêneros por aí, não podemos reclamar. Aqui está mais um exemplo de disco que atendeu as expectativas dos fãs. Alberta Cross não é nenhuma estreiante, pelo contrário, já está na caminhada faz algum tempo, mais exatamente desde 2007, ano no qual surgiu lindamente e abriu shows pra diversas outras bandas mais experientes e conhecidas, como Oasis, Mumford and Sons, The Shins, Neil Young, entre outros grandes.
Até 2009 o grupo ficou na sombra dos medalhões citados, até que em 2010 eles começaram a aparecer mais e viraram headliners em alguns festivais nos EUA (país de origem deles). Inclusive, lá na terra do Alberta Cross, são extremamente queridos pelo público, é só anunciar shows que vira SOLD OUT.
No estúdio a banda é formada por Petter Ericson Stakee e Terry Wolfers, eles que fazem todas composições e bases de todas as músicas. Ao vivo eles chamam Alec Higgins, Aaron Lee Tasjan e Fredrik Aspelin pra compor o time.
A sonoridade da banda é uma mistura genial: rock com algumas referências do folk e do blues (não tem como ficar ruim). Neste último disco, o Songs of Patience, a banda manteve suas influências e trabalhou em melodias na mesma linha dos outros álbuns. Mas não se engane, não é um ‘mais do mesmo’. Há algo de especial neste disco, um feeling a mais nas canções, uma maturidade notável nos arranjos e uma produção impecável. Alberta Cross definitivamente virou gente grande.
O disco começa com o single Magnolia, canção que traz em sua letra os sentimentos de Petter Ericson e sua visão sobre a vida, o universo e tudo mais (sempre uso essa referência, não consigo evitar), um rock~folkzinho excelente. Algumas outras músicas seguem esta linha menos agitada em suas melodias, como Come On Maker, Ophelia On My Mind, I Believe In Everything e Life Withou Warning.
Tudo começa a ficar mais vibrante com Crate Of Gold, Wasteland e Money For The Weekend, tracks que buscam uma pegada mais forte, guitarras mais agressivas e uma bateria mais acentuada. (pra ser chato, mais um adjetivo: estas são um pouco comerciais)
As baladinhas do disco ficam por conta de Bonfire (folk puro e lindo e saudável e sensacional) e Lay Down, canções mais intimistas do duo.
Se eles já eram os QUERIDÕES da galera nos EUA, depois deste disco (release dia 17/07) a coisa vai ficar maior e certamente uma galera vai começar a curtir os caras. Se você não conhecia, chegou na hora certa, no ponto alto da carreira dos americanos.
É uma obra genial e já entrou na minha lista pessoal de Top 10 discos do ano. Ouçam. Ouçam muito.
Caso você não ache o cd da banda nas melhores casas do ramo (torrent e new album releases), o disco está disponível por streaming no site da Rolling Stone gringa aqui.
Repito: ouçam.
Obs: tentei ser o menos passional possível, a vontade era de chutar o balde é dizer somente Q-U-E-D-I-S-C-O-S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-L.
Tchau.
Ulysses Marins
Um cara que resolveu tornar o hobby de apresentar bandas para seus amigos mais próximos num blog. Profissional de tecnologia para se alimentar e, nas horas livres, escritor de histórias e posts que só eu leio. Para maiores besteiras, atendo no Twitter por @ulyssesmarins


