O guitarrista da maior banda da década de 90 – na minha opinião fecal, tem uma carreira solo de altos e baixos. Desde o pseudo-fim do Blur que Graham Coxon vem experimentando e criando material para sua obra pessoal, o resultado é bacana, mas muitas vezes é completamente britpop – não que isso seja ruim.

Em A+E Coxon flerta muito com o britpop, mas ele faz o que tentou fazer no Blur: unir o britpop ao indie americano noventista. As guitarras, meio que obviamente, ganham destaque no álbum e a influência da obra de Stephen Malkmus com o Pavement se faz presente em boa parte do álbum.
Além de guitarras distorcidas e com objetivo de fazer diferente, Graham flerta com a música eletrônica em algumas das músicas do novo álbum. Sabemos que é uma das primeiras incursões do rapaz nesse mundo e, assim sendo, já notamos que ele não planeja inovar com esse estilo, mas sim dar um toque diferente ao rock inglês de guitarras.
O que chama atenção mesmo no álbum é a diversidade de nuances que as músicas apresentam. Todo A+E pode facilmente ser posto em uma categoria, rock alternativo experimental, mas ao mesmo tempo o álbum traz uma variedade infindável de truques, todos compondo uma grande obra final.
A +E pode não ser o álbum do ano, mas ele tem um valor extremamente alto e dá um gostinho do que o Blur poderia ter feito, ou os caminhos que poderia ter tomado, caso ainda estivesse junto. Acima de tudo vemos, mais uma vez, que o britpop do Blur vinha de Graham e que Alburn trazia o gostinho épico para a banda.
Aconselhamos uma audição descompromissada do albinho de Coxon, compre um chá de pêssego e ouça tranquilamente enquanto corta as unhas dos pés.
Graham Coxon – A+E – What’ll It Take
Graham Coxon – A+E – Advice
Graham Coxon – A+E – Meet and Drink and Pollinate

Pingback: Top 20 | Discos do Ano (2012) | Lizt