Grimes é um projeto da bonitinha da Claire Boucher onde ela mescla arte, dança, projeções, batidas eletrônicas e a voz doce que a moça possui, e podemos dizer que o resultado é um belo cruzamento entre a perfeição da maquina e o coração dos humanos.

O debut do projeto tem o nome de Visions e ele lembra bastante o The XX, mas com toques próprios. É como se o XX perdesse um pouco da coisa de ser melancólico e substituísse isso por um pouco de animação, vocais mais experimentais, um pouco de autotune, e muito mais pista – mesmo assim acho difícil você sair ouvindo Grimes por aí.
Todo álbum tem um clima meio fantasmagórico dividido com fortes referências de música eletrônica dos anos 80, é bom de ouvir. Como diriam alguns ‘finalmente algo diferente’.
Tirando essa linha citada acima, podemos classificar o álbum como imprevisível. Em alguns momentos ouvimos vocais claramente pop colocados em batidas e melodias muito pesadas e trabalhadas para algo mais popular, em outras partes do disco todo hype indie de Boucher se transforma em uma canção pop que parece o resultado de um mashup que mistura Human League com Jessie J.
Para concluir digo que o Visions traz um tom grandioso, porém modesto consigo. Sim, estou me contradizendo, mas é esse o sentimento. Parece que Claire Boucher não quer ter lançado o disco da sua vida e ao mesmo tempo você sabe que poderia deixar tudo rodando em looping nos seus fones. O debut do Grimes é um álbum difícil de explicar, mas fácil de se gostar.
Ah, também é obrigatório dizer que a voz dessa menina Claire Boucher é um motivo à parte para se ouvir este álbum.
Grimes – Oblivion
Grimes – Genesis

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