Lá estava eu, meus ouvidos e a minha disponibilidade de ser surpreendido. Nunca tinha visto um show do Carl Barat, nunca tinha visto um show do Libertines, assim como também nunca tinha visto os Black Drawing Chalks ao vivo.
CARA, fica meio bem difícil descrever algo no qual tu gostou demais sem usar expressões de baixo calão PORRA, mas é o que da vontade. Este que vos fala discotecou para o público ansioso na espera pelos shows até 00:30, quando os quatro guris de Goiânia entraram. Um punch sem explicação, uma banda de rock que senta a mão sem medo. Melodias pesadas, um vocalista acima da média e uma energia contagiante fazem parte do set list dos caras que vieram a Porto Alegre para mostrar seu trabalho, MAS TAMBÉM tocar com o Libertine Carl Barat.
É, logo que começou a apresentação do britânico pensei que seria all night long ele, seu violão e Deus, o que já seria foda. Porém, depois de algumas músicas, Carl chamou seus amiguinhos para o suportar em algumas canções. Na verdade foram várias. Aqui entra todo aquele feeling descrito no parágrafo anterior, uma banda sensacional, apoiando um cara genial e tocando o terror. AH, não podemos esquecer que além de ser um baita artista, Carl é um ser SIMPATICÍSSIMO, atendendo a tudo que a galera falava, recebendo presentes, agradecendo em português e comendo no CAVANHAS. (off topic: Daniel Lacet, grande figura, disse que o levou para jantar no Cavanhas na mesma noite. Reflita. Muita maionese, prfvr.)
É impressionante o que este rapazote de 34 anos consegue fazer com este /\ violão. ADMITO pra vocês que nunca fui muito fã de Libertines, mas show é show. Se o artista for bom ele vai te surpreender positivamente e tu vai sair de lá falando bem dele. E foi o que aconteceu. Além de tocar seu instrumento com muita destreza, Carl é dono de uma voz sensacional.
Mesmo com uma leve rouquidão, ele conseguiu fazer uma apresentação muito bem conduzida, do início ao fim, mesclando som de todos seus projetos, also know as Libertines, Dirty Pretty Things e trabalhos solo. Saquem o set list:
Olhando esse set nem preciso dizer que o ápice do show veio em Time for Heroes, né? Senti medo da loucura do público neste momento, onde todo mundo pulava, tocava cerveja pra cima, cantava e enfim…guardarei na memória esta cena de vocês JOVENS alucinados no rock n roll.
Quem saiu de casa pra ver este espetáculo ficou totalmente satisfeito. Dois shows MUITO bons, sendo um deles internacional e histórico. Pode parecer babação de ovo, MAS NÃO, CARA: Beco203, a gente gosta de você. É a produtora que esta cidade precisava desde sempre, que investe em atrações out of mainstream e em artistas bons (acima de tudo).
E A COISA NÃO PARA POR AQUI, sexta que vem já tem outro cara que já me deixa emocionado só de falar nele: Kyp Malone. Durma com este nome na cabeça e acorde na próxima sexta para sentir o batidão (melhor termo ever).
C ya!
AH, outra coisa, um dia a gente contrata um fotógrafo. Prometo.
AH, inclusive se você for um fotógrafo ou conheça um, entre em contato.
Ulysses Marins
Um cara que resolveu tornar o hobby de apresentar bandas para seus amigos mais próximos num blog. Profissional de tecnologia para se alimentar e, nas horas livres, escritor de histórias e posts que só eu leio. Para maiores besteiras, atendo no Twitter por @ulyssesmarins




