Oi, gente! Tudo bem com vocês? Então, vou escrever um pouco sobre uma das teorias que eu desenvolvi depois de viver por mais de duas décadas neste belo mundo desenvolvido a partir do big bang, pode ser? Ótimo!

Gostaria de deixar claro que a teoria/opinião abaixo reflete o que eu – o autor do post – penso, não é uma posição de todos colaboradores deste que é o blog mais lindo do mundo. Bjs.
Vejo muita gente por aí dizer que ama música, que não vive sem música, que – nossa! música é o que fulana respira e, sinceramente, acho que esse é um artifício para se passar por cool – que é uma coisa que todos querem ser, né.
Lembra quando você era adolescente – e, caso você ainda seja, lembra de ontem? – e chegava em um novo colégio ou mudava de casa, e todas essas coisas da vida que nos fazem deixar os amigos pra trás, você sempre procurava os novos amigos pelas afinidades que deveria ter com eles, dificilmente alguém que escuta rock vai olhar para um cara que escuta pagode e dizer ‘nossa, aquele deve ser um cara legal, vou falar com ele’ – não, é difícil isso acontecer, exige um nível de maturidade extremo.
Então, você procurava seus novos amigos por afinidades e a maneira mais visível de achar alguém é pela maneira da pessoa vestir. Assim, adolescentes que gostam de rock usam preto – quase todos.
Então você, atual indiezinho, ia atrás de seus new friends pelo que eles vestiam, você usava este esteriótipo para fazer amizades – isso é ótimo! Você está pertencendo – essa palavra é importante, é aceito em um grupo novamente.
Pronto, temos novos amigos, mas e agora? Agora vamos desenvolver nosso gosto musical juntos, galeiro! Só que não e aqui entra minha teoria: quase ninguém gosta realmente de música.
Vou dar uma volta gigante para explicar essa polêmica teoria.
Vamos continuar no colégio. Sempre existem matérias que nos chamam mais atenção que outras, uns preferem história, outros matemática, poucos preferem biologia – afinal é a matéria que mais tem professoras gostosas e assim por diante.
O fato é que todo mundo que eu conheço tinha uma matéria preferida e sempre estudava mais ela, se interessava mais por ela. Eu gostava muito de geografia, então passava horas analisando mapas, lendo sobre climatologia e todas essas coisas maneiras sobre o mundo.
Eu gostava realmente de geografia, por isso ia atrás de informações que não estavam nos livros – eu me interessava pela matéria.
Penso que com a música também é assim, penso que na vida é assim.

Se eu gosto de verdade de cinema, eu vou ir atrás de filmes que não são só os blockbusters – sem desmerecer os blockbusters, eles são lindos e emocionantes. Eu vou ir atrás dos diretores que influenciaram meus diretores prediletos. Se eu gosto de Wes Anderson, eu vou atrás de Truffaut e ainda vou descobrir que Peanuts – do Schultz, também influenciou o cara.
Gostar é se interessar, mas isso na minha opinião fecal.
Se aquele carinha gosta de você, menina, ele vai se interessar pelo que você está fazendo. Se ele não gosta ele não está nem aí – tem até dica de relacionamento no post, perceba.

Enfim, voltando.
Se eu digo que não vivo sem música, mas só ouço Kings Of Leon e The Killers, eu estou mentindo. Se eu gostasse mesmo eu teria ido até o Duran Duran – que nem é tão distante, e conhecido mais coisas e gostado de mais coisas. Não estou dizendo que essa pessoa não goste de The Killers ou Kings Of Leon, tô dizendo que ela não gosta de música em si, ela gosta de duas bandas separadas.
Essa vontade de dizer que ama música e que música é o oxigênio de fulano ou beltrano é vontade de pertencimento, de fazer parte de um grupo, e isso é comportamento humano, não dá pra julgar. Todo mundo quer fazer parte de uma tribo.
Até as marcas se aproveitam da música pra se aproximar do público – ou você acha que a Claro colocou o Phoenix no comercial só por que o presidente da empresa ouviu e gostou da música? – elas usam basicamente a técnica do carinha que chega na menina na festa falando da banda da camiseta que a menina tá usando. Fail, mas até que funciona – se você tem menos de 19 anos.
Escrevi todo esse monte de bobagem para falar que eu me sinto incomodado quando alguém minimiza ou menospreza uma banda que não conhece, fala mal de um show, fala mal de um show que viu pela televisão, reclama que o hit foi tocado no final do show ou que fica falando que ama música.
Quase ninguém ama música, acho que nem eu - que invisto meu tempo escrevendo sobre isso aqui pra vocês – amo música. Eu gosto bastante, mais que o cara que só ouve Killers, menos do que o cara que vai fundo na história disso tudo, menos que os outros colaboradores do blog.
A moral deste post sem moral é gerar um debate: você concorda que quase ninguém gosta de música, que a maioria das pessoas convivem com música? Você me acha um idiota depois de ter lido esse post? Ficou tudo muito presunçoso e parece que estou qualificando a população pelo gosto musical? Você concorda com essa constatação comportamental do pertencimento obrigatório que nos auto-impomos?
Se o post ficou presunçoso, peço desculpas, não foi essa a intenção. Em nenhum momento eu acredito que gostar de música faz alguém superior, nunca, nada faz ninguém superior. Só relatei uma teoria nada inovadora que desenvolvi com o passar dos anos, ela basicamente diz que a maioria das pessoas convive com música, não gosta realmente de música.

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