…psicodelia.
Pra quem não entendeu, a palavra acima é continuação do título.

E vos digo isso pois quem ouve esses caras de NY (é, lá do Brooklyn, onde rola a ceninha out americana) faz algum tempo, sabem que o que rolou em Fragrant World (esse disco novo) é um lance com a cara do Yeasayer, ou seja: muita droga (brincadeira), letras peculiares, experimentalismo, nada comercializável e vez enquando dançante.
O histórico do Yeasayer com seus dois primeiros álbuns, All Hour Cymbals e Odd Blood mostra sempre um grupo que tenta tirar referências do eletro, mesclando com intrumentos convencionais e se arriscando com o experimentalismo para dar uma cara diferente ao som. E eles fazem isso com perfeição. No primeiro disco, existe uma canção super acessível, a bela 2080, no Odd Blood quem faz o papel de easy listening é O.N.E. Neste último disco existe também um canção que difere das outras, que parece tentar ser a música para os ‘outros’ conhecerem Yeasayer, um som mais pop (odeio dizer isso), no caso Blue Paper:
Mas não pense que vai ser assim o disco todo. Depois desta canção acima (3ª do álbum) a banda desenvolve sua sonoridade sem muito sentido, sem referências óbvias, porém com algo de especial e te deixa com vontade de ouvir tudo até o final. Acredito que esse seja o barato do experimentalismo, você não sabe descrever objetivamente o que ta acontecendo, mas admite que aquela névoa de barulhos tem algo de bonito e que é sincera pra caramba.
Minhas canções preferidas:
Devil and the Deed
Henrietta
–
Nota: 8.2
Ulysses Marins
Um cara que resolveu tornar o hobby de apresentar bandas para seus amigos mais próximos num blog. Profissional de tecnologia para se alimentar e, nas horas livres, escritor de histórias e posts que só eu leio. Para maiores besteiras, atendo no Twitter por @ulyssesmarins


