lucasschutz

Todo dia uma banda #138 | The Whitest Boy Alive

maio 20, 2012 em Todo dia uma banda lucasschutz

A banda de hoje, o Whitest Boy Alive, é a única coisa boa do Kings of Convenience. Pera, eu explico. O grupo é formado Erlend Øye, que é um dos integrantes do Kings.

Então, se o Kings of Convenience sempre me pareceu chatinho, o Whitest Boy Alive é muito bacana. Um baixo mais acentuado, uma animação comedida, um pouco de simplicidade na construção das músicas e letras muito bacanas e com algumas sacadas geniais. Pra muita gente pode parecer uma banda sem sal, pra mim é muito bom, bem temperado.

Os caras lançaram o primeiro álbum – Dreams – em 2006 e o segundo, chamado Rules, em 2009 e desde então não lançaram mais nada, mas estamos no aguardo.

Fazendo um indie rock meio dream pop com loopings bem definidos nas músicas os caras acabaram atingindo um certo sucesso e ganhando até um certo rótulo de ‘banda dos hipsters’ – ao menos todos que (não)se colocam nessa categoria curtem os caras, uma coisa meio Los Hermanos que não é da geral.

Enfim, vale muito ouvir os dois álbuns dos caras, dar uma gingada, balançar a cabeça e tudo. É bonito, é tranquilo, é isso aí.

Burning

Fireworks


faos

Todo dia uma banda #137 | Miami Horror

maio 18, 2012 em Todo dia uma banda faos

Para tudo o que você estiver fazendo e vem ler aqui esse post sobre essa banda bonita, pfvr.

To falando do Miami Horror, que apesar de ter Miami no nome os caras não são americanos e sim Australianos, SURPRESA!

A banda, que começou em 2007, tem como integrantes 4 rapazes, Benjamin Plant (teclado,baixo), Josh Moriarty (guitarra, voz), Aaron Shanahan (bateria) e Daniel Whitechurch ( teclados). O som dos caras é bem bacana e ao escutar o disco deles Illumination(2010) você meio que é transportado pra algum momento dos anos 80 e se imagina vendo Miami Vice. WTF, nem sei por que eu disse isso, mas que eles foram influenciados fortemente pelo movimento oitentista, ah isso é ctzzzz.

Plant começou o Miami Horror sozinho, era apenas um apelido para seu projeto de DJ/Produtor, que fez uns remixes bombásticos lá por 2007. O projeto foi evoluindo, então ele começou a produzir músicas próprias. A coisa foi tomando forma e Plant teve que convidar sua turminha para tocar o Miami Horror junto com ele.

Tudo indo, tudo lindo. Ficou mais lindo ainda quando eles lançaram o single “Sometimes” e pronto. Sucesso. Depois veio o Illumination, que a gente já comentou ali em cima. Enfim, o som muito feliz e ~dançante que o fará suar litros na dancefloor. Ah, e eles já passaram aqui pelo Brasil ano passado, espero que você não tenha perdido o show.

Então não perde tempo, corre la e OUVA tudo que os caras já fizeram que valerá a pena. Mais essa surpresinha da Austrália, que está virando uma POTÊNCIA indie.


Ulysses Marins

Todo dia uma banda #136 | American Royalty

maio 16, 2012 em Todo dia uma banda Ulysses Marins

Preparem-se pra ouvir algo bem diferente do que vocês estão acostumados.

American Royalty é uma banda americana (Los Angeles) que se desdobra em vários instrumentos para fazer suas melodias. Baixo, guitarra, bateria, teclado, midi, sintetizador e mais umas paradas que desconheço. PORÉM, apenas 3 cabeças tocam no grupo.

Com essa salada de instrumentos, os caras passam por diversos gêneros em UMA canção, uma hora você está ouvindo e acha que o som remete a Black Keys, uns minutos depois, na mesma música, parece uma track de eletro. Sim, é uma viagem.

Essa proposta inovadora já atraiu alguns fãs e, quem já foi no show dos caras, acha que qualquer amante da música vai curtir, porque é uma pedrada. Curtam a performance abaixo onde conseguimos notar o quão foda é o esquema que eles fazem.

Dêem mais alguns anos pra esses caras que eles ainda vão ganhar espaço. Tem muita qualidade, só precisam de tempo.


Pepe Mendina

Top 5 | XADREZ? dá um tempo.

maio 16, 2012 em Sem Categoria, Slide, Top 5 Pepe Mendina

Alô-alô MARCIANO.

O Top 5 de hoje vai provar por que precisamos dar um tempo às estampas  xadrezes  xadrez.

Só um tempin, ok?

Entendam agora no TOP 5, PEDERNEIRAS, porque é decretado o fim DEFINITIVO {e momentâneo} do xadrez.

 

FIVE) Irmãos Calleb Followill

O ano é 2004. Os Kings of Leon aparecem pro mundo com o Aha Shake Heartbreak. E o xadrez/é o queridinho da vez. (RIMA RICA).

Foi o BOOM do xadrez nas festinhas legaizénhas. Mas gente: do disco “Because of The Times” em diante, os próprios Followill e cia espantaram o feno, cortaram os cabelos e abandonaram o xadrez, de vez, pelo preto.

E eles até são vistos EM RECAÍDAS de vez em quando. MAS POR FAVOR GALÈRE, ELES TEM FAZENDAS E SÃO ROQUEIROS.

Your sex is on fire, right? Não se você ainda usa xadrez, buddy.

 

FOUR) Sertanejo Universitário

Não é porque o Restart usa calças coloridas que a gente não curte o color blocking, certo?

Vários blogs de moda #modas contam com o xadrez como (COF) tendência 2012.

Então abandonar o xadrez por causa do sertanejo universitário não faz sentido.

 

 

EU SEI QUE NÃO. MAS NAO QUERO PARECER COM ISSO AQUI EM CIMA, ABS.

THREE) Os anos 90 voltaram, mas nem tudo veio junto

Ok, você leitor antenado vai dizer:

- PERA LÁ CAMARADA!!111 EU LI EM VÁRIOS PICOS QUE OS ANOS 90 ESTÃO VOLTANDO. SENDO ASIN O GRUNGE E O XADREZ TB!!11111

Primeiro, cara: ASSIM é com dois “s” e um “m”.

Realmente, a cultura anos 90 tá por aqui de novo. O famoso “olhando 20 anos pra trás”. Mas não é por isso que precisamos ensacar tudo igualzinho. Exemplo?

Esse são os Alice In Chains nos anos 90:

Esse são os Alice In Chains no SWU do ano passado:

Quem quiser pegar no meu pé vai lembrar que o Eddie Vedder continua com o xadrez.

Mas a gente não é Mr Vedder. Além disso, quer saber que “banda” dos anos 90 ainda continua abusando das camisas xadrez?

PS: Não é a santa inquisição dos looks, não saia queimando sua camisa favorita. Até porque o xadrez ainda vai ser bem legal de novo. A gente só ta pedindo um tempo, tá?

PS 2: hanson as vzs é legal. ME JULGUE, hipstá.

 

TWO) O xadrez ANDROIDZEOU (o novo orkutizou)

 

AMIIIGOS! é só uma piadinha, android-gang.

Mas sério, você já deve ter notado aquela amiguinha da faculdade que de um ano pra cá aposentou o figurino ESCOVADO e agora aparece de trancinhas, tiarinhas e tal. A menina aprendeu a se FANTASIAR muito bem.

 

E qual é o item ESSENCIAL pra essas novas meninas ‘super antenadas’? RÁ.

ANDROIDZEOU ORKUTIZOU, RAPÁ!

 

 

ONE) Mr Teló

 

Michel Teló não deveria ser ENQUADRADO no top 4/sertanejo universitário?

Não.

Pois ESTE ARTISTA é maior que o simples sertanejo universitário.

& ESTE ARTISTA consegue ser pior que tudo.

Apesar de legiões de estrangeiros estarem TRANSANDO NESSE MOMENTO AO SOM DE AI SE EU TE PEGO {náuseas}, nós estamos de olho! Apesar de bandas realmente AFODER estarem fazendo versões legais/indies de AI SE EU TE PEGO…

 

 

…NÓS DO LIZT ESTAMOS DE OLHO, MUNDO!!!

 

ENCERRO MEU CASO, MERITÍSSIMO.


Ulysses Marins

Todo dia uma banda #135 | Inspired and the Sleep

maio 15, 2012 em Todo dia uma banda Ulysses Marins

Não se engane com o nome da banda, não é uma dupla sertaneja.

Max Greenhalgh, Bryce Outcault  e Hayden Stewart formam um excelento trio.

A Inspired and the Sleep é um banda americana, de San Diego, que tem um EP lançado, chamado Kaleidoscope Years, o qual você pode ouvir na íntegra lá no soundcloud da banda. São 6 músicas excelentes que seguem uma linha pop-folk/lo-fi, criando um climão beira da praia de Capão da Canoa tomando uma Polar (de fato, eles são salva-vidas (sério)). O grupo atualmente está de contrato assinado com o Feel Flows, selo razoavelmente novo que está atraindo novos artistas/bandas dos EUA.

Me identifiquei bastante com a origem do nome da banda, contada pelos rapazes. Eles dizem que Inspired and the Sleep vem do conceito de querer fazer diversas coisas, se sentir inspirado e tentar ser o melhor possível antes de dormir, aquela sensação de que o amanhã não será suficente. Eu entendi perfeitamente esse case de insônia, pois várias vezes (todo dia) tento fazer trocentas coisas antes de dormir, até porque não consigo ir para a cama pensando nas coisas pendentes. Whatever, o que importa o que eu sinto. Foquem na origem do nome da banda.

Com essas melodias folk-pop-psico a banda consegue propor algo original, de certa forma, mas se você quiser saber alguma banda parecida, citaria o Local Natives.

Confere aí minha preferida Chops e While We’re Young mais abaixo. Ah, não esquece de entrar no soundcloud que falei lá em cima.


Bernardo Frota

Introdução aos Coxinhas

maio 15, 2012 em Artigo, Slide Bernardo Frota

Amigos e amigas do universo indie. Boa noite.

Eles estão por toda parte. Nas cafeterias, nas festas, nas faculdades e colégios, em baixo da sua cama esperando o momento certo para atacar. Falo dos terríveis e inabaláveis COXINHAS.

Mas o que diabos, afinal, é um coxinha?

Essa é uma parte crucial: entender exatamente o que é um coxinha. A expressão já existe há muito tempo, e era usada antigamente por presos para se referir aos policiais ‘gambés’ que ao invés de trabalhar iam a bares comer coxinhas de graça.

Com o tempo, porém, a sonora expressão caiu na boca do povo e começou a adquirir diversos significados. Hoje nos deparamos com vários tipos de Coxinha. Apresentarei alguns para vocês.

COXINHA PLAYBOY (Playcoxa)

Esse é um dos tipos mais comuns. Fácil de encontrar e de identificar. O Playcoxa é aquele rapaz de família rica que faz questão de mostrar todos os seus pertences em fotos do facebook tiradas pelo Instagram (só a versão do iPhone né gente, porque Android é de pobre), aplicativo através do qual também gostam de tirar fotos da galera tomando um champa.

Habitat natural: Moinhos Shopping, bares da Padre Chagas, Outback, Temakerias em geral, QUALQUER FESTA (no camarote) e em São Paulo na universidade Mackenzie.

Exemplos famosos: Bruno de Luca e qualquer outro apresentador do Multishow.

COXINHA POLITICAMENTE CORRETO (…Policoxa?)

Está aí uma criatura incompreendida. Todo mundo sabe dessa onda esquisitíssima do ‘politicamente correto’ que começou a aparecer por aí há algum tempo atrás. Pois então, com essa onda vieram os Coxinhas Politicamente Corretos. Esses amáveis seres, assim como os Playcoxas, adoram se autoafirmar. São aqueles caras que fazem questão de mostrar para todos que não bebem, não fumam e, em vários casos, são vegetarianos. No pior dos casos são adeptos da moral e dos bons costumes.

Habitat natural: absolutamente qualquer lugar em que dê para encher o saco de alguém.

Exemplos famosos: Luciano Huck. Simplesmente.

Comprar anúncio do facebook para todos me verem. Por que não?

Ah, há uma subcategoria do Coxinha Politicamente Correto também, o Coxinha revolucionário. Você já deve ter entendido a ideia só pelo nome. Pois então já sabe, da próxima vez que encontrar aquele seu amigo que compartilha imagem de revolta no Facebook, é só gritar: Ô coxa!

Os Coxinhas Revolucionários muitas vezes são confundidos com os Ecochatos (às vezes pode aparecer um ser que é dois ao mesmo tempo, mas prefiro pensar que isso não existe) e podem ser encontrados aplaudindo o pôr-do-sol do Guaíba, ou também em qualquer restaurante vegetariano por aí. Só andam de bicicleta e usam ecobags (que poluem mais que saco plástico).

Habitat natural: no meio do veeeeeerde, né meu!

Exemplos famosos: nem preciso dizer, você já conhece muitos.

COXINHA INDIE 

Então, amigos. Chegamos ao tipo mais nocivo de Coxinha conhecido pelo homem.

O Coxinha Indie está entre nós. É aquele indie com um gosto musical absurdamente fechado em algo muito esdrúxulo (electro-bebop francês pós-moderno cantado por meninas de 13 anos, black metal, o que você quiser) e que acha que conhece todas as bandas do mundo. Todos, inevitavelmente, são Fãs Chatos.

Quer identificar um Coxinha Indie? Pergunte se ele conhece determinada banda, e dê um nome que não existe. Se ele disser ‘gostava mais deles em 2009′, bingo!

Habitat natural: os mesmos lugares que os indies normais frequentam. Quem sabe não temos uns leitores coxa?

Exemplos famosos: Ulysses Marins. (brincadeiras à parte Ulysses, todos te amamos.)

Agora você, leitor assíduo de novo maravilhoso site, deve estar se perguntando: ‘Mas plmdds será que eu sou um Coxinha Indie?’ Bem… tire a prova agora. Até que parte do vídeo você aguenta?

Se passar do primeiro refrão, tenho más notícias para você.

-

Pois bem, se chegou até aqui no meu artigo, obrigado. Espero que tenha gostado e que tenha sido de ajuda para entender do que se trata essa nova ameaça à nossa sanidade mental.

Nas minhas andanças pela internet encontrei esse tumblr muito legal: Troféu Coxinha de Ouro

PS: admito que escrever isso me deu uma puta fome.


Ulysses Marins

O fã chato

maio 14, 2012 em Artigo Ulysses Marins

O Instituto Internacional de Pesquisa Lizt volta com mais uma matéria investigativa embasada em fatos reais, dados estatísticos e censo popular. Já lhe explicamos de onde vem o hipster, o mistério do termo boy magia e agora vamos atrás da origem deste ser que habita as redes sociais, os shows e muitas vezes a sua roda de amigos: O FÃ CHATO.

Como somos um blog de música, focaremos nos fãs chatos das bandas, mas não esqueçam que eles existem nas mais variadas vertentes das artes: cinema, literatura, fotografia, moda e etc.

Para este indivíduo, tudo que existe no universo é oriundo do seu ídolo e todos deveriam ter noção disso. Podemos começar com os famigerados BEATLEMANÍACOS.

Não basta achar o Beatles um ótima banda, saber cantar as canções, comprar todos os vinis/cds/dvds/whatever, NÃO, QUERIDOS LEITORES. Eles precisam entrar em ferrenhas discussões referentes a origem do rock, sobre o quão influentes eles são na sociedade contemporânea, tentam até te convencer que você não estaria no mundo se não fosse as músicas dos britânicos. Estou mentindo? Todo mundo tem um amigo assim.

Porém, este primeiro caso é o menos pior de todos, pois muitas vezes até argumentam com alguma razão, mas sempre sem necessidade alguma. Todos sabemos que essas discussões não levam a lugar nenhum, portanto trate de evita-las quando se depararem com este tipo de fã.

Voltamos algum tempo atrás, na modinha que ao que parece está acabando, dos coloridos do RESTART. Caso você se depare com algum fã desta corrente satânica, saia correndo se não quiserem ouvir um E HOJE SEI, SEI, SEI NÃO IMPORTA MAIS UHUL RESTARTEMM. Normalmente esta crew é composta por jovens de (espero) até 16 anos que estão começando a tomar gosto pela música (que bela iniciação).

Não os julgo tanto porque todos nós, no início, ouvíamos alguma coisa não muito elaborada, tipo um CPM22 ou algo parecido. O que me preocupa é que, no mínimo, a gente tentava salientar a qualidade instrumental da banda e/ou tinha outros ídolos um pouco melhores, tecnicamente falando, para comparar, MAS essa galerinha dos tênis coloridos não tem saída. O surgimento de bandas no estilo Restart foi absurdo e o pessoal começou a variar os grupos mas não variar o gênero tosco do HAPPY ROCK (é assim que os “artistas” DAS CORES autodenominam seu som).

A gente só vai poder ver o reflexo desse lixo sonoro nos próximos anos, quando os ouvintes adolescentes de hoje crescerem. Esperem pelo pior. S2 S2 S2 S2

Existem os metaleiros que sempre acharão que nenhuma banda vai ser igual ao Iron Maiden. Mesmo que você esteja ouvindo Cícero Lins ou Enya o comentário se repetirá. Este último sofre de uma alienação um pouco mais acentuada do que a dos outros tipos de fã e tende a ser mais agressivo com as palavras caso o assunto música role em alguma conversa. Aqui não há a necessidade de compreensão de outros gêneros musicais, pra eles só existe o bom e pesado HEAVY METAL .

Caminhando para o lado mais alternativo da coisa chegamos a uma parcela do nosso público, OS INDIES/HIPSTERS. Estes são sensacionais. O culto pela exclusividade transcende as leis do bom senso.

Não existe a possibilidade de alguém no seu círculo social ouvir a mesma banda que está rolando no iPod/mp3 player deste tipo de fã. Além disso, eles tem o poder insuperável de conhecer TODAS AS BANDAS DO UNIVERSO, porém se limitam a um “SIM”, quando questionados sobre a existência de um grupo. Na próxima vez que encontrar um destes, peça para ele dissertar sobre uma banda que você recém tenha perguntando e observe o resultado. Muito fiz isso com o pessoal de uma das casas noturnas que frequento, é cheio desses. Apesar desse comportamento bizarro de não permitir a popularização dos artistas preferidos, o hipster gosta de muita coisa boa, é um caso a parte.

Agora coloquem suas barbas de molho, falarei dos fãs considerados internacionalmente os mais chatos de todos, atentem.

Os fãs da banda carioca Los Hermanos me deprimem só no olhar. É um hipster piorado, o sem argumentos, o totalmente passional e incoerente, que aprecia e coloca no altar melodias pobres (não vou dizer ruins, mas não é nada elogiável, definitivamente), meia dúzia de acordes, letras que não são melhores do que a poesia de um aluno de letras do primeiro semestre de qualquer universidade. Tudo bem, eles podem ser assim, afinal nem todo mundo nasce ou desenvolve um talento considerável pra música (meu caso), mas não defendam eles como uma boa banda, por favor.

A rotina do fã de Loser Hermanos é citar nas redes sociais estas composições e reclamar da vida. Em dias de show da banda, ficam em polvorosa e acham tudo lindo, depois voltam ao normal, dizendo que está tudo errado e que queriam de volta a apresentação dos rapazes. Muitos destes entram também no grupo de pessoas que acham que o Kraftwerk é formado por DJs (vide Terra).

Eles costumam defender a idéia de que a banda não precisa ser ótima tecnicamente ou ter letras geniais, “às vezes a gente só gosta e deu”. Eu, particularmente não entendo, nunca gostei de algo “porque gostei, sei lá”. Mas respeito, isso é só um desabafo.

Enfim, agora que já arranjei uma série de incomodações com diversas ~tribos~, vou ao que realmente interessa.

Por que um comportamento que deveria ser normal no ser humano, o poder da crítica, de ouvir atentamente alguma coisa, absorver e depois opinar se tornou algo tão raro? Pessoas alienadas por todas as partes simplesmente não toleram a oportunidade de ouvir algo novo, algo diferente. “Ah, eu não gosto disso”, MAS TU NUNCA OUVIU, TCHÊ. É como não gostar de escargot sem nunca ter experimentado (óbvio que eu nunca comi escargot, mas também nunca disse que não curtia).

É por isso que participamos de shows, peças, filmes independentes e etc sem público, as pessoas não se interessam em ir atrás de qualidade e sim defender os próprios interesses que se originaram em algum momento totalmente infeliz da vida, no caso do Los Hermanos, e vivem neste egoísmo cultural, saciando apenas sua santa ignorância e defendendo com unhas e dentes o medíocre.

Acho melhor parar por aqui antes que comece a virar um fã chato da cultura alternativa e contemporânea. Só peço que usem toda esta energia canalizada em MIMIMIs em algo produtivo e em apoio aos outros artistas e bandas.


Bruno Ritzel

Influências | Interpol

maio 14, 2012 em Artigo, Slide Bruno Ritzel

Então, galera, o Lucas Schutz um dia fez um post polêmico, fazendo a seguinte questão: VOCÊ REALMENTE GOSTA DE MÚSICA?

Por lógica, em nossa opinião, se você realmente gosta, tu irás atrás de artistas e bandas novas, mas principalmente, irá buscar descobrir quem influenciou sua banda favorita. E é nessa vibe que hoje falaremos sobre quem foram as principais influências da queridaça INTERPOL.

P.S: Não irei falar A FUNDO sobre história de cada banda que influênciou o Interpol, não é a ideia do post.


A banda surgiu em 97, emergindo no início dos anos 00, como parte do movimento de post-punk revival, um fenômeno na época, além disso, é um dos principais responsáveis pela popularização do indie rock. Interpol é uma das bandas obrigatória para todo mundo que acessa esse blog, caso você ainda não conheça, OUVA UMA MUSIQUINHA.

Bom, deu pra ver aí que a linha de baixo deles é DEMOIS. O que nos leva diretamente pra bandas com um baixo forte também. Joy Division é a primeira delas.

A banda foi formada em 1976 e terminou em 1980.

- Por que? Você pergunta – Afinal eles tinham um som + q d+.

- Porque o Ian Curtis foi passear em outro mundo – eu lhe respondo.

Caso voce queira saber mais sobre a vida e morte de Ian Curtis, e por consequencia do Joy Divison, leia esse post que fizemos.

O Joy Division foi uma das principais influências da banda nova iorquina. Até porque é uma das principais bandas do movimento post-punk ~original.

O que se dá pra ver é que: A linha de baixo também é muito forte, muito evidente, muito lindzz. Fora a bateria quase ~marcha soldado~ do Joy Divion, que também dá um Q ao baterista do InterpolSam Fogarino.

BANDA NÚMERO 2 (aplausos de programa de auditório): The Chameleons OU The Chameleons U.K, como eram chamados no E.U.A.

A banda, que era composta por Mark Burgess (vocais e baixo), Reg Smithies (guitarra), Dave Fielding (guitarra) e John Lever (bateria), fez parte do movimento post-punk e new wave e tem uma sonoridade bem melódica, guitarras, baixo, bateria, todas em harmonia de uma forma perfecta! E, além disso, é bem notável as refêrencias do Interpol em relação ao Chameleons, perceba:

De ~bowie, pra mim o Chameleons é o mais notável entre todas as referências associadas ao Interpol.

Agora vamos falar sobre BAUHAUS, e não, não é sobre o estilo arquitetônico, povo!

Bauhaus foi uma banda foda pra caralho. Foi considerada por muitos como uma das fundadoras do movimento gótico e fez parta do new wave, post punk e ART ROCK, isso mesmo.

Grande marca da banda, em questão de sonoridade, são as guitarras, que tem um REVERB lá no máximo, e uma frieza única nos acordes. Além disso o experimentalismo é evidente em lindo trabalho.

Vai dizer que o tom depressivo não dá as caras nas músicas do Interpol?

Outras bandas que influenciaram o Interpol: Jane’s Addiction, The Sound, Gary Numan, Pixies, Television

Então, como eu disse, a grande moral é apresentar algumas referências de cada artista, não entraremos em uma análise profunda sobre cada uma delas, não é essa a ideia.

Concorda? Discorda? Gostou? Odiou? Conta pra gente aqui nos comentários.


Ulysses Marins

Todo dia uma banda #134 | Superhumanoids

maio 13, 2012 em Todo dia uma banda Ulysses Marins

Dreampop bacana pra você terminar o domingo com bom humor.

Superhumanoids é um grupo americano que brinca com diversos synths, misturando vocal feminino e masculino, de Sarah Chernoff e Cameron Parkins. A banda diz gostar muito de Beach Boys, Strokes, Kate Bush e mais alguns nomes, porém nenhum destes parecem servir de referência na hora de compor.

Melodias um tanto quanto experimentais dificultam qualquer contemplação de gênero, porém, se for pra definir algum, o dreampop cairia bem, exatamente pelos synths e pela viagem que as músicas nos proporcionam.

O grupo é recente, de 2009, e ainda está procurando seu espaço na cena indie americana. Animados com um novo álbum, chamado Exhibitionists, o grupo recém liberou um novo single, Too Young For Love (abaixo) que dá a letra desse próximo trabalho, sonoridade bastante influenciada pelo new wave dos 80s e algum experimentalismo daqui e dali. Confere que é bacana.

A turma de Los Angeles também é conhecida por fazer canções destinadas ao stage, mas também tem canções feitas para momentos mais particulares, pra você ouvir sozinho no quarto, só com a luz do abajur.

Aqui um momento mais intimista, onde podemos notar com clareza a qualidade da vocalista Sarah.

A banda atualmente está em tour, fazendo shows pelos EUA e em breve pretendem ir para a Europe também. Espero que tenham gostado. C ya!


Ulysses Marins

A apresentação performática da Austra

maio 13, 2012 em Shows Ulysses Marins

Synth, teclado, midi, baixo e três vozes lindas. Nem sempre se precisa de guitarra pra tocar o terror.

Foto: Priscila Maboni

O grupo canadense Austra se apresentou no último sábado no Beco203, em Porto Alegre, em uma noite fria que pedia um BPM mais alto pra esquentar. A banda em si, para quem não conhece, é composta por muito sintetizador, prog, linhas de baixo frenéticas – que faziam todo mundo dançar – e cantoras líricas. E foi isso que tivemos.

O show pertence a mais uma semana de comemoração da festa Indierokkers, que completa 4 anos neste mês de Maio e que está trazendo diversas atrações da cena indie internacional até Porto Alegre. Já tivemos os texanos da White Denim na semana passada e teremos a banda Tennis semana que vem (se tudo der certo com o visto da banda).

A apresentação de ontem foi totalmente peculiar, duvido muito que alguém veja/ouça algo parecido tão cedo por aqui ou até mesmo na música em geral. Katie Stelmanis (foto acima) liderou o grupo que contava com mais 2 backing vocals totalmente performáticas. A cada canção, uma série de danças e movimentos que remetem a alguma vertente do xamanismo ZOEIRA, além é claro dos agudos surpreendentes das três.

O set list trouxe canções do único álbum do grupo, o Feel it Break, que é cheio de hit, como: Lose ItSpellwork e minha favorita Beat and the Pulse. Como é uma banda razoavelmente nova, as reclamações referentes ao pouco tempo de show não serão aceitas, ok? Eles mostraram o que tem de melhor, só deixaram de tocar algumas canções mais intimistas deste disco, talvez porque não tivesse clima para isso.

Ao contrário do que imaginei, a banda tem fãs (de verdade) aqui no sul. A turma que ficou na frente do palco estava contagiada com as canções executadas pelo grupo e faziam aquela gritaria tradicional a cada som. Rolou até uma bandeira feita a mão por um rapaz com um desenho de Katie e um pedaço de uma letra da banda. É realmente bonito ver gestos como esse em shows de bandas não tão conhecidas.

O ápice do show, para a maioria das pessoas, chegou com o single mais conhecido da banda, Lose It. Pude ouvir uma quantidade admirável de pessoas cantando junto com as meninas da banda. Porém, pra mim, foi com Beat and the Pulse o ponto alto da loucura, uma das últimas músicas tocadas. Viajei longe nesta última.

A questão é: os anos de Katie estudando ópera aliados a técnica apurada do restante da banda tornou o som da Austra muito original e gostoso de se ouvir. Tenho certeza que todos os presentes no show tiveram uma experiência única e se lembrarão por um bom tempo da linda voz de Katie.

Valeu, Beco203, por trazer mais um espetáculo para a província, tava demais!